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28 agosto, 2016

SE CHOREI OU SE SORRI? O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI! Rio 2016 sob o olhar de uma voluntária.

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Se eu tivesse que resumir minha experiência na Rio 2016 em uma só palavra, escolheria…intensidade! Ainda bem que eu não preciso resumir tanto assim e tenho um dicionário inteiro à minha disposição pra tentar traduzir em palavras um pouco do que eu vivi.

 

 

Minha participação na Rio 2016 começou em um vôo Curitiba-Londrina em julho de 2015. Era minha primeira viagem a trabalho pela Mutativa e o primeiro curso Gestão do Hábito que daria. Ao meu lado no avião, duas estudantes conversavam sobre as Olimpíadas, me interessei pela conversa e soube do programa de trabalho voluntário que estava acontecendo para a Rio 2016. Na hora decidi me cadastrar, algo me dizia que eu precisava estar lá, e o trabalho voluntário faz parte da minha vida desde que eu era muito pequena, inspirada pelos meus pais. Não sei bem ao certo o que me movia. Patriotismo? Experiência? Emoção? Me colocar à prova? Provar algo? Oportunidade para participar desse momento histórico para o país, para a América do Sul? Um pouco de tudo talvez. No site dos voluntários vi que as vagas já tinham sido preenchidas, mas havia uma lista de espera. Me cadastrei esperançosa em ser chamada, afinal, seriam convocados 70.000 voluntários, era possível.

 

 

O ano foi passando, a inclusão na lista de aprovados para o time de voluntários só chegou em janeiro de 2016. Muitos cursos online de treinamento, aperfeiçoamento de idiomas, ansiedade e expectativa para a carta-convite, que chegou em março. Tentava explicar aos amigos e conhecidos curiosos como funcionava. “Sério, você não ganha nada mesmo?” “Não, eles não pagam passagem nem hospedagem, o trabalho é voluntário, oras” “Caracas!” “Não, Rio de Janeiro!”. A cada dia a ansiedade aumentava, até que no início de julho recebi a escalação, iria trabalhar no Centro Principal de Mídia. Coincidência? Eu amiga de tantos jornalistas, muitas vezes confundida com eles? Fiquei empolgadíssima! Comprei as passagens, avisei a amiga Marildoca que precisava de pouso por quase 20 dias e ela abriu as portas do coração, da família e da casa para me receber.

 

 

Embarquei para o Rio no dia da cerimônia de abertura, ao meu lado no avião um radialista que também viajava ao Rio para os Jogos, ele como espectador, eu como voluntária. Ambos ansiosos por viver essa história. Seriam 18 dias no Rio de Janeiro, a mala era grande, muitos figurinos para passear nas horas de folga, roupas para todas as estações do ano, já que o clima anda uma bagunça. Mal sabia eu que bagunça mesmo era o que aconteceria, acontecia, acontece comigo. Mal sabia eu que nas horas de folga o figurino seria basicamente um.

 

 

Meus quatro primeiros dias de trabalho foram no Centro Principal de Mídia, um prédio ao lado do Parque Olímpico da Barra, sem acesso às áreas comuns e de competição do parque. Meu trabalho era atender jornalistas do mundo todo, verificar se estavam cadastrados no sistema, validar suas credenciais, que davam ou limitavam acesso às mais diversas instalações da Rio 2016. Atendi pessoas da Guiné Bissau, Guiana Francesa, Irã, Belarus, Japão, EUA, Reino Unido, Canadá, Arábia Saudita, Índia, Colômbia, Peru, Alemanha, Espanha, enfim, uma lista que não acaba mais. De todos os atendimentos, comento dois, o brasileiro Luciano Huck que chegava com uma comitiva apressada para um compromisso na TV, e ele com calma e simpatia atendia a todos os fãs que queriam foto. Eu toda profissional o atendi sem tietagem, mas quando ele deixou o escritório me bateu “Aaaah! Não acredito que atendi o cara e fui a única a não tirar foto com ele”. Corri atrás da minha selfie e ele sorridente me atendeu.

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LUCIANOOOO, UMA SELFIE, PLEASE!

Outro atendimento curioso foi a um jornalista chinês, ele não falava outra língua senão o chinês, e para ajudar, ainda não estava cadastrado no sistema (nem sei se ele deveria estar, hehe). Enfim, lá ía eu tentar dar a má-notícia para o cara, falei português, inglês, espanhol, usei minha melhor cara de “I’m so sorry”, mímica, estava difícil. Então, ele apelou para um aplicativo no celular, ele falava chinês, o aplicativo respondia em inglês, eu falava ao aplicativo em inglês, e o aplicativo falava com ele em chinês, tentei usar as palavras mais gentis, para que a tradução não causasse qualquer constrangimento, ele entendeu, mas não se conformava, até que ele recebeu um telefonema, saiu para atender e não voltou mais, pelo menos não na minha escala de trabalho.

 

Olimpíadas rolando, a grandessíssima maioria dos credenciados já com sua validação em dia. Trabalho tranquilo, sem muito movimento, escritório, ar-condicionado, intervalos regulares para dar um rolê no pátio da imprensa, tomar um sorvete no check in da força de trabalho, dar um “oi” pra Nana, amiga que trabalhava na mesma instalação, enfim, um sossego. But, quem foi ao Rio para sossego e vida mansa? Alguém deve ter ido, e esse alguém não era eu.

giselempcrio2016OBRIGADA GISELE, POR SER UMA LÍDER SENSACIONAL NO CENTRO DE MÍDIA E POR ME ENTENDER QUANDO PEDI A TRANSFERÊNCIA.

 

Descobri o caminho das pedras e meu quinto dia na Rio 2016 já foi no Centro Aquático Maria Lenck. Instalação onde aconteciam as competições de Salto Ornamental, Nado Sincronizado e Polo Aquático. Eles estavam precisando de voluntários e lá fui eu ajudar. A instalação tinha inúmeras funções diferentes, que eram divididas por área de atuação na arena, nomeadas de países para facilitar a organização. O Brasil era o acesso a arena, a equipe responsável em colocar o público pra dentro, recepcionar, validar ingressos, indicar caminhos. O mais punk e também o mais legal da arena, sob a minha ótica. Foi esse meu primeiro dia de trabalho lá, 7 horas em pé, no vento e na chuva, “sejam bem-vindos”, “welcome”, “bienvenidos”, conferindo ingresso, arena certa, “Maria Lenck”, “Diving”, “Salto Ornamental”, horário correto de evento, e o tempo passou voando, mas foi pauleira. Parei duas vezes ao longo do trabalho para ir ao banheiro. Naquele dia foram 3 eventos na arena, e os espectadores começam a chegar 2 horas antes do início e só param de chegar quando o evento já acabou, sim, muita, mas muita gente chega atrasada. Como um jovem casal, usando as camisas do Brasil, que chegou depois da competição já estar encerrada. A namorada chorava inconsolável, o namorado não sabia o que fazer, me perguntou sobre a bilheteria mais próxima e partiu em busca de um ingresso, qualquer que seja, que pudesse trazer alegria ao seu amor tão decepcionado.

capadechuvario2016FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL!

No Brasil, não tem refresco, o tempo todo atendendo alguém. “A água da piscina já está azul ou ainda verde?” “Puxa, senhor, não sei, não entrei na arena hoje.” “Português? Não?! English? I’m sorry, this way please.” “Não senhor, a saída não é por aqui, o senhor precisa voltar até a arena do tênis (…), sim, entendo, sinto muito, é uma caminhada longa, mas a única saída do parque fica lá, questão de segurança.” Mas, é também no Brasil que rola o maior contato com o espectador, era a área que eu mais gostava no Maria Lenck e o lugar onde mais fiquei. Teve um dia que eu já cheguei cansada para trabalhar, meu pé já estava reclamando, bolha, tendões doloridos, mas eu queria ficar no Brasil. Comentei com a Dani, super queridona que direcionava os voluntários para as estações de trabalho, e ela me disse, eu tenho uma solução, fica no Brasil no cadeirão com o autofalante. Foi demais!

 

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DEPOIS DO CALDEIRÃO DO HUCK, O CADEIRÃO DA DEIZOCA.

Já no Canadá, México e Inglaterra tinha dias mais calmos, ainda marcados por longas horas em pé, mas com a emoção de estar dentro da arena, nas arquibancadas, participando da vibração da torcida, dando boas vindas e tirando foto dos espectadores, indicando caminhos, informando os assentos num exercício de batalha naval, resolvendo pequenos problemas de insatisfação porque o assento não era num lugar com boa visibilidade da disputa, acompanhando atletas dando seu melhor, sentindo a emoção da comemoração, das medalhas, das derrotas, da descoberta de novos esportes, antes nunca tinha acompanhado nado sincronizado, polo aquático ou salto ornamental, este último que exige silêncio absoluto na arena entre o apito do juiz autorizando o salto até que o atleta esteja inteiramente submerso na água após o salto. Oportunidade única, inesquecível.

 

A rotina nunca era a mesma, a não ser o trajeto casa-trabalho-casa, esse era sempre muito parecido, ao sair de casa uniformizada era abordada a todo tempo por espectadores de várias nacionalidades em busca de informações. Procurei entender o funcionamento da Rio 2016 além da minha arena, para que ao ser solicitada pudesse informar corretamente ao interlocutor, afinal, um erro de informação pode custar horas de trajeto equivocado, sob sol forte, vento intenso ou chuva fina. Como custou a um casal de idosos europeus que estavam no Parque Olímpico numa noite de chuva fina, quando deveriam estar no Engenhão vendo o atletismo, estavam a quase 20 quilômetros do lugar certo, uma hora e meia de transporte coletivo envolvendo, caminhada, ônibus e metro. E eu só podia dizer “I’m so sorry” e indicar o caminho para a instalação correta. Nessas pequenas situações, sempre uma nova história, numa caminhada de 2, 3 quadras, ou 5, 6 estações de metrô parecia surgir uma amizade, uma conexão, e a conversa fluía solta, em português, inglês ou espanhol, mas havia o ponto de desconexão, cada um seguia o seu caminho e eu, nas primeiras histórias, ficava com a sensação de “que papo bacana” “vamos trocar telefones” “manter contato” “puxa, nossa história já acabou”. Uma semana e dezenas de histórias que se encerravam foram suficientes para eu entender que é assim que as coisas são, na Rio 2016 e na vida, as pessoas vem e vão, e cada uma tem seu tempo de permanência, às vezes maior, às vezes menor do que desejamos, vida que segue. Quem sabe um dia a gente se reencontra, como foi o caso de duas expectadoras uruguaias, mãe e filha, encantadas com as Olimpíadas, com o Brasil, com o Rio. Nos encontramos num metrô da Barra pra Zona Sul e foi tão legal, mas elas se foram rumo ao Corcovado passear e eu rumo a Cidade do Samba resolver um problema com meu uniforme (essa história do uniforme rende assunto pra um chopp numa mesa de bar, mas não para um post na internet, quem se interessar, o chopp é por sua conta, hehe). Reencontrei as uruguaias dias depois no parque, encontro alegre no estilo “amigas de infância”, pausa para a selfie, e mais uma despedida.

 

Na arena Maria Lenck, circulei por quase todos os postos de trabalho, Brasil, Uruguai, México, Inglaterra, Canadá, só ficou me faltando a Argentina. No último dia, quando já não havia competição no Maria Lenck, ainda trabalhei na Arena Olímpica do Rio e na Arena Carioca 1. Não fiz amigos, mudei muito de “turma” ao longo dos jogos, não deu pra formar vínculo. Mas, deu tempo de sentir a sinergia de um trabalho em equipe gigante, construído por pessoas que não se conhecem, voluntários de vários lugares do mundo e de todas as idades, dos adolescentes aos vô-voluntários, pessoas que mal sabem o nome uma das outras, mas que estão unidas pelo mesmo propósito, um projeto desafiador que une pessoas pelo amor ao esporte, à comunicação, ao país, ao trabalho voluntário.

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Os voluntários do Maria Lenck e seu amor pela Rio 2016.

 

Mensagens no radio pedindo pra “apagar um incêndio” acolá, mudar de local, ajudar onde o “bicho mais pegava”. Era uma gerente de arena incrível que se desdobrava pra fazer tudo funcionar, e que num dia em que estávamos com voluntários muito abaixo do necessário, reúne quem foi e dá um gás na galera, me olha nos olhos e diz “vamos lá, hoje vai ser vitória na guerra”. Obrigada, Juliana Dias, Hugo Paixão e Dani Gilson, líderes da EVS no Maria Lenck! Essa sensação de ser parte de um time é algo que não consigo descrever em nenhum idioma, é algo que vai fundo no meu coração e me faz desejar essa sensação de pertencimento sempre na minha vida.

IMG_6619TIME EVS MARIA LENCK NO ÚLTIMO DIA DE COMPETIÇÃO NA ARENA.

De tudo o que mais importa a todos que estavam lá é que fizemos história, fizemos parte da Rio 2016, fizemos a Rio 2016. Fiz questão de perguntar a muitos estrangeiros e brasileiros que encontrei por lá sobre a impressão de cada um sobre a Rio 2016 e a resposta tinha sempre o mesmo sorriso de contentamento, de felicidade por estar ali, por acompanhar tudo, a pontualidade dos eventos, a vibração, a grandeza, a magia de uma Olimpíada numa cidade maravilhosa, num país acolhedor e gentil. Deu certo, com os erros e acertos que um evento desse porte tem em qualquer lugar do mundo. E, talvez só isso me bastasse, estar lá, apesar do sol forte que se transformava em vento impetuoso e chuva fina, apesar das horas e horas de trabalho em pé, apesar do pouco tempo de descanso, apesar dos quilômetros e quilômetros de caminhadas diárias, apesar de ao final do dia só ter vontade de vestir o pijama e colocar as pernas para o ar, apesar de uma semana depois do encerramento da Rio 2016 eu ainda passar a noite trabalhando, sonhando com meu dia-a-dia atendendo aos espectadores, acordar cansada, mas com o sentimento que nasceu, pulsava e pulsa em mim, de realização plena.

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SHE SAID YES!

Na primeira cerimônia de entrega de medalhas numa olimpíada que tive a oportunidade de presenciar, salto ornamental feminino, a atleta chinesa Zi He, medalha de prata, é pedida em casamento; a emoção do hino nacional sendo executado numa competição em que o Brasil está em campo (no caso, na piscina, foi uma competição de polo aquático); o parque olímpico parado cantando o hino nacional transmitido num telão na entrega do ouro aos meninos do futebol, seguido do show da Blitz com um eletrizante Evandro Mesquita tirando a galera do chão; o muito obrigado dos espectadores aos voluntários no final de cada evento. A sensação de dever cumprido.


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As Olimpíadas são o reflexo do mundo em que vivemos, ou o reflexo de como eu enxergo o mundo, uma grande experiência, lágrimas que brotam na emoção e também deslizam de um olhar cansado, tudo à flor da pele, sentimentos que vão de uma extremo à outro, que se confundem, que nos confundem, que levam ao auge da alegria e ao pico da exaustão, que convivem com a perfeição da equipe no nado sincronizado, com a excelência de atletas como Bolt, que saem invictos em participação olímpica, com o mundo dando voltas e a seleção brasileira de futebol masculino ganhando ouro numa disputa com a Alemanha, com a comemoração esfuziante das brasileiras na medalha de prata no vôlei de praia, com a vitória do fã sobre o ídolo na natação. Não tem padrão, não tem fórmula mágica, não tem receita de bolo, não tem razão única, não tem bem ou mal, não tem perfeição ou imperfeição, não tem certo ou errado, tem de tudo, é uma bagunça, e a gente não controla, a gente sente, a gente vive, a gente se supera e descobre que é maior do que imaginava. Se chorei ou se sorri? O importante é que emoções eu vivi. E faria tudo de novo! Ou melhor, farei! Go Tokio 2020.

 

 

Escrito por Deise Warken.

Que tal? Esse texto te fez pensar, você concordou, discordou?
Vou adorar saber sua opinião! Comente e faça parte desta reflexão.

Comentários

  • Harry Takahide Daijó

    / 28 agosto 2016, 22:37

    Deise,
    A poeira aos poucos vai baixando. Aos poucos também muitos brasileiros vão entendendo o que de fato aconteceu.
    O Brasil entrou nesses jogos olímpicos de um jeito e, definitivamente, saiu de outro. Restou mais uma vez provado que mais do que sonhar, precisamos edificar, construir.
    O seu gesto, despretensioso, reforçou esse sentimento. Ao invés de falar, falar e falar… você foi lá e fez. Experimentou, se colocou à prova, curtiu e… chorando ou sorrindo, também entrou para a história. Parabéns!
    Abraços de um amigo orgulhoso,
    HARRY

    • deise

      / 29 agosto 2016, 13:35

      Harry, querido! Muito obrigada pelas suas palavras, um forte abraço daqui também!

  • Analucia Rea

    / 29 agosto 2016, 00:07

    Deise, texto intenso como você! Sou cada vez mais sua fã! Senti uma pontinha de inveja dessa sua experiência, do seu desprendimento, da sua entrega! Parabéns!!!

    • deise

      / 29 agosto 2016, 13:35

      Oi Ana, muito obrigada por continuar me acompanhando, já faz um ano que nos conhecemos, né?! Tenho certeza que você também faz suas entregas e vive experiências, que eu também sinto uma pontinha de inveja de você.
      Beijo grande!

  • christel warken

    / 29 agosto 2016, 09:19

    Deise, adorei tua descricao, obrigada por compartilhares conosco, parabens pelo empenho.

    • deise

      / 29 agosto 2016, 13:33

      Obrigada Christel, querida! Um super abraço pra você!

  • Isabela Aguirra

    / 29 agosto 2016, 13:46

    Fala amigaa!! Parabéns…Deus te abençoe muito e sempre. Tudo de melhor pra vc. Muito orgulho, dspreendimento, foco, determinação, abandono de alma! Vida que segue…saudades sempre. bjs e muito sucesso pra vc.

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:32

      Obrigada, amiga, beijo, beijo, saudade muita e amor sempre! <3

  • GLAUCIA WARKEN

    / 30 agosto 2016, 21:37

    Muito gostosa sua vivência, narrada com a fluência da humanidade, com o seu olhar romântico e também otimista sobre a vida. Coração quente e vibração, de corpo e alma, saindo da bolha cotidiana que nos torna automáticos.
    Um dos objetivos das Olimpíadas é a competição, para muitos o maior objetivo e você pôde experenciar e transmitir a COOPERAÇÃO. Continuo torcendo para o mundo seja mais flexivel e torne-se mais COOPETITIVO, para termos mais encontros que desencontros.

    Você não foi uma “ginasta nos anos 2000”, mas teu sonho e seus projetos te levaram para as Olimpiadas deste ano: acreditou, trabalhou, valorizou e ganhou. Mais que o salário em dinheiro vale o salário afetivo e sua história me mostra isso.

    Saionará,

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:35

      Irmã lindona, to aqui com os olhos mareados de ler seu comentário. Obrigada por ser tão carinhosa e presente. Amo-te!

  • Julia Campos

    / 31 agosto 2016, 05:15

    Sou feliz por ter você em minha vida. Você sabe que é um exemplo para mim.
    =)

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:36

      Ownnnn, linda, também admiro você demais, gata guerreira!

  • Ines de Paula

    / 31 agosto 2016, 19:13

    Ola Deise, fico orgulhosa de você…parabéns…sempre fazendo diferente e com respeito…te admiro muito…bjsss

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:36

      Amiga querida, que bom te ter por aqui. Muito obrigada, beijo grande e saudades!

  • Silene Beatris Junges

    / 2 setembro 2016, 03:01

    Que lindo relato! Me senti lá, nos lugares descritos e vendo a carinha das pessoas que te ouviam dizer ” bem vindos”. Que Deus continue te guiando e abençoando! Beijão guria!!

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:37

      Amém, Prima! Que Deus esteja abençoando você sempre também. Obrigada pela audiência. Beijão!

  • Marlene

    / 9 setembro 2016, 16:54

    Oi Deise! Parabéns por ter decidido ser voluntária. Com suas palavras vc trouxe as Olimpíadas mais próximas de nós. Você É intensa como foram as olimpíadas. Seu texto emociona. Me senti lá no Rio observando vc é me sentindo a mãe mais orgulhosa da filha que vive intensamente as boas coisas da vida e sempre pensando em ser útil ao planeta.Obrigada por ser minha filha…

    • deise

      / 12 setembro 2016, 14:38

      Mãezoca, querida! Obrigada por ser minha mãe. Você fez um excelente trabalho, hehe.
      Fiquei emocionada com seu comentário por aqui. Beijo, beijo.

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