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3 dezembro, 2015

Somos todos deficientes!

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Hoje é o dia internacional das pessoas com deficiência. Um dia para promover a conscientização e a defesa dos direitos de pessoas que exigem um maior cuidado, um atendimento especializado, para que possam ter acesso aos direitos que deveriam ser garantidos a todos. Mas, se pararmos para pensar, olharmos um pouco para nós mesmos, podemos identificar quais são as nossas deficiências?

 

 

Às vezes nos tornamos cegos e não enxergamos à nossa frente alguém com inúmeras potencialidades, talentos, desejos e sonhos, porque não conseguimos ver além da limitação física ou mental que o outro tem. Porque não conseguimos lidar com nossas próprias limitações projetamos no outro a nossa incompletude. Nos tornamos cegos diante do espelho e não enxergamos quem realmente somos, nos tornamos cegos diante do mundo e não temos a capacidade de ver o que acontece ao nosso redor.

 

 

Outras vezes nos tornamos surdos a um pedido de ajuda, alguém que precisa de uma vaga especial no estacionamento do supermercado porque precisa de mais espaço para embarcar e desembarcar, em razão da cadeira de rodas, ou por precisar estar mais próximo da porta de entrada porque usa uma prótese que limita sua mobilidade. Somos surdos aos pedidos de atenção da família, surdos aos sinais que os amigos dão de que querem ser ouvidos com a escuta atenta e disponível, surdos ao colega de trabalho que quer apresentar uma nova ideia.

 

 

Em outros momentos nos emudecemos, não temos fala suficiente para pedir desculpas por uma grosseria, por um olhar de rejeição, por uma observação insistente da dificuldade do outro, que causa constrangimento, que distancia, que desacolhe, que desconecta. Ficamos mudos ao não conseguirmos ser empáticos e nos colocar na posição do outro para lhe dizer uma palavra de conforto, um simples “sinto muito”, um sincero “obrigado”, um disponível “me dá um abraço”. Somos mudos ao não termos um gesto de auxilio, de entendimento, de curiosidade para falar além da diferença.

 

 

Inegavelmente, nesse universo, muitos precisam de maiores cuidados, de acolhimento diferenciado, porque suas deficiências são mais graves, exigem a equidade de direitos para ter igualdade nas garantias de vida. Por isso é tão importante o trabalho de conscientização reforçado no dia 03 de dezembro, precisamos que as pessoas despertem suas consciências para as deficiências menos graves de cada um, com autoconhecimento e mudanças, para que as mais graves sejam respeitadas e minimizadas, com políticas efetivas de acessibilidade e hábitos diários de acolhimento.

 

 

Enfim, somos todos deficientes e a tolerância à imperfeição alheia, a aceitação da incompletude do outro e nossa, o acolhimento diante das desigualdades e, especialmente, a celebração dessa diversidade toda e o olhar para além da diferença, é que realmente farão a diferença para sermos todos humanos.

 

 

Escrito por Deise Warken.

Que tal? Esse texto te fez pensar, você concordou, discordou?
Vou adorar saber sua opinião! Comente e faça parte desta reflexão.

Comentários

  • glaucia.warken

    / 4 dezembro 2015, 02:09

    Ótima reflexão para o encerramento deste dia. Cansada. Amanhã vem mais um dia de diálogos, diversidade, aceitação, superações e despertar!

    Boa sexta Deise,
    Abraços, Gláucia

    • deise

      / 10 dezembro 2015, 17:30

      E, vida que segue, não é mesmo! Refletindo e agindo vamos superando e alcançando novos patamares. Abração.

      • Janai

        / 10 julho 2016, 19:00

        Your articles are for when it ablusotely, positively, needs to be understood overnight.

    • Veanna

      / 10 julho 2016, 18:40

      What’s it take to become a sublime exdponuer of prose like yourself?

  • Cami

    / 10 julho 2016, 18:57

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